História

A Associação Comercial, Empresarial e Serviços dos Concelhos de Santarém, Almeirim, Alpiarça, Benavente, Cartaxo e Chamusca foi fundada a 16 de fevereiro de 1875 por Alexandre Marques de Sampaio com a designação “Associação Comercial de Santarém”. Com o advento do Estado Novo passou a Grémio do Comércio, e só depois do 25 de Abril voltou ao seu nome de fundação. Posterior a 1974 foi ainda a integração, na Associação Comercial de Santarém, dos Grémios dos concelhos de Almeirim, Alpiarça, Benavente, Cartaxo e Chamusca. Desde cedo, a educação e a formação foram uma preocupação e uma das linhas de acção desta Associação. O Ateneu Comercial de Santarém inicia-se nesta instituição nas décadas de 40 e 50, tratando-se de um estabelecimento de ensino vocacionado para a área comercial que já na altura dava acesso a cursos médios e superiores Em 1934, desenvolveram-se esforços, junto do poder central, no sentido de se criar uma escola técnico profissional para a região, congregando apoios e boas vontades das instituições locais, o que se veio a concretizar na construção da primeira escola técnico profissional da região, denominada Escola Industrial e Comercial de Santarém, actual Escola Secundária Dr. Ginestal Machado.

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1875 – 16 de fevereiro

Fundação da Associação Comercial de Santarém

Fev. 16 Reúnem-se em casa de Laurentino Veríssimo, a convite de Alexandre Marques Sampaio os comerciantes de Santarém para formarem a Associação Comercial de Santarém. Nessa reunião foi nomeada uma comissão para a redação dos estatutos composta por: José Joaquim Nunes, Pedro António Monteiro, Inocêncio de Morais Coelho, Laurentino Veríssimo, Joaquim Guedes Amil, António José Baptista Peixe e Joaquim Duarte Graça.

1894 – janeiro

A associação promove uma manifestação contra a lei destinada a regulamentar a contribuição industrial uma acção concertada que leva ao encerramento de todos os estabelecimentos comerciais.

1910

Com as comunicações telefonicas a estenderem-se rapidamente a todo o País a direcção pede ao então Governador Civil que intervenha junto do ministro das Obras Publicas para que Santarém passe a ser servida por uma linha de ligação telefónica.

1932 – abril

Como medida de combate ao desemprego, a direção da associação pede aos seus associados que, de acordo com as suas necessidades e possibilidades, criassem postos de trabalho para os operários de Santarém

1932

Direcção demite-se em bloco, em protesto por não ver atendidas as suas revindicações que exigiam “uma diminuição de contribuições que neste distrito se encontram muito agravadas em paralelo com outras regiões do País”

1934

Primeiras acções de beneficência, ao distribuir alimentos e vestuário entre a população mais carenciada da cidade

1940

A associação muda de designação, passando a chamar-se Grémio do Comércio do Concelho de Santarém

1940

Criação da escola do Ateneu Comercial de Santarém, instituição de ensino destinada a desenvolver apetências para a área comercial

1955

A sede da associação, na praça Sá da Bandeira, em Santarém, foi o primeiro local publico a possuir um televisor, aos domingos as portas abriam-se para que as crianças da cidade pudessem assistir à programação infantil

1975 – 15 de setembro

Os Comerciantes dos Concelhos de Almeirim e Cartaxo decidem integrar-se na associação e passa a designar-se “Associação de Comerciantes Retalhistas dos Concelhos de Santarém, Alpiarça, Chamusca, Almeirim e Cartaxo”

1977 – 27 de maio

Os Comerciantes do Concelho de Benavente decidem integrar-se e a Associação volta ao seu nome de fundação “Associação Comercial de Santarém”

2001 – 22 de junho

A Associação passa a designar-se “Associação Comercial e Empresarial de Santarém”

2013 – 7 de novembro

A ACES altera os estatutos e passa a denominar-se “Associação Comercial Empresarial e Serviços dos Concelhos de Santarém, Almeirim, Alpiarça, Benavente, Cartaxo e Chamusca”

“Associação Comercial, uma das mais dignas e prestantes instituições que houve na nossa cidade”

in “Rosácea”, fevereiro 2006

Professor Doutor Joaquim Verissimo Serrão

Historiador, Antigo Reitor da Universidade de Lisboa

“Associação Comercial, uma das mais dignas e prestantes instituições que houve na nossa cidade”

in “Rosácea”, fevereiro 2006

Professor Doutor Joaquim Verissimo Serrão

Historiador, Antigo Reitor da Universidade de Lisboa

“Associação Comercial, uma das mais dignas e prestantes instituições que houve na nossa cidade”

in “Rosácea”, fevereiro 2006

Professor Doutor Joaquim Verissimo Serrão

Historiador, Antigo Reitor da Universidade de Lisboa

“Associação Comercial, uma das mais dignas e prestantes instituições que houve na nossa cidade”

in “Rosácea”, fevereiro 2006

Professor Doutor Joaquim Verissimo Serrão

Historiador, Antigo Reitor da Universidade de Lisboa

“Associação Comercial, uma das mais dignas e prestantes instituições que houve na nossa cidade”

in “Rosácea”, fevereiro 2006

Professor Doutor Joaquim Verissimo Serrão

Historiador, Antigo Reitor da Universidade de Lisboa

Nasce a Associação Comercial

A primeira Associação Comercial de Santarém nasce a 16 de fevereiro de 1875, com o objetivo de prestar “um efetivo apoio aos seus associados, defendendo os seus interesses junto do consumidor e dos parceiros institucio­nais”. Apresenta-se ainda como “uma associa­ção sem fins lucrativos”, destinada a contribuir para “o desenvolvimento harmonioso da eco­nomia da região e do comércio em particular”, segundo os estatutos aprovados na época.

Em janeiro de 1894, a associação promove uma manifestação contra a lei destinada a regulamentar a contribuição industrial, uma Acão concertada que leva ao encerramento de todos os estabelecimentos comerciais e industriais da cidade.

Com as comunicações telefónicas a estende­rem-se rapidamente a todo o País, a partir de 191 O a direção da associação pede ao então Governador Civil que intervenha junto do minis­tro das Obras Públicas para que Santarém passe a ser servida por uma linha de ligação telefónica.

Como medida de combate ao desemprego que atinge a região, em abril de 1932, a direção da associação pede aos seus associados que, de acordo com as suas necessidades e possibilidades, criassem postos de trabalho para os operários de Santarém.

Ainda nesse mesmo ano, a associação perdeu a direção, após uma demissão em bloco, em protesto por não ver atendidas as suas reivindicações que exigiam “uma diminuição de contri­buições que neste distrito se encontram muito agravadas em paralelo com outras regiões do País”.

a cabo uma das suas primeiras ações de beneficência, ao distribuir alimentos e vestuário entre a população mais carenciada da cidade.

Novos tempos

O trabalho e as ações desenvolvidas, conduziram a um reconhecimento que levou a associação a ser condecorada com o Grau de Oficial da Ordem de Instrução Pública, distinção concedida pela primeira vez a uma entidade do género.

Em agosto de 1940 a associação muda de designação, passando a chamar-se Grémio do Comércio do Concelho de Santarém. Também nesta década, teria um papel decisivo na cria­ção da escola do Ateneu Comercial de Santa­rém, instituição de ensino destinada a desenvol­ver apetências para a área comercial. Permitia ainda a continuação dos estudos com acesso a cursos médios e superiores.

Durante largos anos, a sede da associação, na praça Sá da Bandeira, em Santarém, foi um ponto de encontro incontornável na cidade. Foi primeiro local público a possuir um televisor, o que fez das suas instalações um local de conví­vio obrigatório. A situação levou, inclusive, que aos domingos, as portas se abrissem para que as crianças da cidade pudessem assistir à progra­mação infantil transmitida pela RTP, que dava os primeiros passos no mundo audiovisual.

Após o golpe de Estado de 25 de Abril de 1974, é recuperada parte da antiga designação original, passando a chamar-se Associação Comercial e Empresarial de Santarém (ACES) e reunindo associados distribuídos por outros cinco concelhos, como Almeirim, Alpiarça, Benavente, Cartaxo ou Chamusca. Embora a maioria dos associados se dedique ao comércio a retalho, há ainda um número significativo de empresas de prestação de serviços ou do ramo automó­vel, entre outros.

Em entrevista à ‘Rosácea’, em fevereiro de 2006, o historiador Joaquim Veríssimo Serrão, natural de Santarém, oriundo de uma família de comerciantes envolvidos na fundação da ACES, lamentava não existir “ainda uma história da Associação Comercial. uma das mais dignas e prestantes instituições que houve na nossa cidade”. Carlos M.S. Quintino

Logotipos antigos da Associação