«Hoje, já é mais claro para todos que Portugal fez no tempo certo a aposta certa» em energias renováveis, afirmou o Primeiro-Ministro, António Costa, acrescentando que o próximo passo «não é andar para trás» mas, pelo contrário, «andar mais depressa e acelerar este processo de transição energética».

O Primeiro-Ministro falava na cerimónia de inauguração da Central Solar Flutuante de Alqueva, realizada no paredão da barragem alentejana, entre os concelhos de Portel (Évora) e Moura (Beja), onde esteve acompanhado pelo Ministro do Ambiente e da Ação Climática, Duarte Cordeiro.

Na sua intervenção, António Costa relembrou que o País conseguiu antecipar, em dois anos, a meta proposta para encerrar a produção de eletricidade por via do carvão:

«A meta era 2023, mas conseguimos encerrar a última central a carvão, em 2021. Há vários países europeus que hoje sentem a necessidade de discutir se não tem de dar passos atrás no processo de transição energética que deram. Nós felizmente não temos que ter essa discussão», acrescentou.

Segundo o Primeiro-Ministro, o País tem de discutir agora como é que pode acelerar a trajetória que iniciou e avançar mais no eólico, no solar e rentabilizar o hídrico.

António Costa referiu ainda as metas traçadas pelo Governo para esta área, indicando que os compromissos são os de, até 2030, atingir os 47% do consumo final de energia com origem em fontes renováveis e de, até 2026, Portugal passar de 60% para 80% de energias renováveis no conjunto da eletricidade.

«E para isso é mesmo necessário continuar a fazer os investimentos que as empresas produtoras de energia têm vindo a fazer», frisou.

Preço de eletricidade baixou devido às renováveis

António Costa relembrou a redução do preço de eletricidade, em 3,7 % mensais, para quem está no mercado regulado e que tal se deve ao investimento em energias renováveis:

Esta descida de preços «é possível» devido ao «bom sistema regulatório» e, sobretudo, e ao «’mix’ energético», que tem «uma grande intensidade de energias renováveis», ou seja, «60% da eletricidade» consumida «tem origem nas renováveis». 

Já no gasóleo e na gasolina, apesar das medidas do Governo para atenuar os aumentos – que já ascendem a um total de «1.682 milhões de euros» – os consumidores estão «a pagar mais». 

O Ministro do Ambiente e da Ação Climática, por sua vez, disse que «num momento em que vivemos, o sobressalto é com a escalada dos preços da eletricidade» e os dados em Portugal «mostram que, efetivamente, existiu uma redução o preço da eletricidade no último quinquénio»:

«Segundo a ERSE, entre 2018 a 2022, registou-se uma redução acumulada de -115% nas tarifas de acesso às redes. E os consumidores domésticos de eletricidade observaram, assim, em cinco anos, uma redução acumulada de -3,7% no preço final no mercado regulado», detalhou.

Agilização do licenciamento ambiental de renováveis

António Costa disse também que o Governo vai avançar com medidas para a «agilização do licenciamento ambiental» para projetos de energias renováveis quando aprovar, na próxima semana, o programa Simplex para 2022.

Segundo o Primeiro-Ministro, estas medidas servem para o País aumentar a sua capacidade de autonomia na produção de energia.

E este passo, conforme refere, «é decisivo, do ponto de vista macroeconómico para o País», porque o custo de importação de energia tem «um peso enorme» na balança externa nacional.

O Ministro do Ambiente e da Ação Climática, por sua vez, disse que o Governo tem «plena noção da necessidade de acelerar» a transição energética, pelo que já na próxima semana será apresentado um pacote de licenciamento em serão agilizados «os processos de transição, seja no solar, seja na água para reutilização e também licenciamento ao nível municipal».

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Fonte:
https://www.portugal.gov.pt/pt/gc23/comunicacao/noticia?i=portugal-fez-a-aposta-certa-ao-investir-nas-energias-renovaveis

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