O primeiro-ministro inaugurou fábricas da eurorregião Norte de Portugal-Galiza e a ligação da zona industrial de Formariz à A3 


O primeiro-ministro, António Costa, destacou a resiliência da eurorregião Norte de Portugal-Galiza, uma região transfronteiriça com uma “enorme vantagem competitiva”. “Tivemos muitos anos em que esta fronteira foi campo de batalha e foi sendo terra de ninguém. Nada justifica que assim continue”, sublinhou o primeiro-ministro, António Costa, num discurso feito nas instalações da Doureca, na zona industrial de Formariz, em Paredes de Coura, depois de inaugurar a ligação do Parque Empresarial de Formariz à A3. 

Esta via, uma variante à Estrada Nacional 303, resulta de um investimento de 10,8 milhões de euros, enquadrados na medida do PRR que visa garantir o acesso das Áreas de Acolhimento Empresarial às principais vias.

O primeiro-ministro destacou também a resiliência da fábrica Doureca, uma empresa de produção de componentes para a indústria automóvel que “assegura que não haja nenhum carro em circulação na Europa que não tenha pelo menos uma peça produzida em Portugal”, e mesmo com as dificuldades por que passou, depois de ter ficado destruída por um incêndio em 2021, “renasceu das cinzas” sem despedimentos. 

Primeira fábrica de vacinas em Portugal
Ainda na zona industrial de Formariz, António Costa inaugurou também a primeira unidade industrial de produção de vacinas para uso humano em Portugal. Este investimento do grupo Zendal representa um marco biotecnológico para o nosso país, prevendo criar entre 250 a 300 postos de trabalho, dos quais 100 qualificados. 

O primeiro-ministro elogiou a perspetiva de ser criado, naquele concelho do distrito de Viana do Castelo, “um grande polo biotecnológico do Norte de Portugal e da Galiza”.

A fábrica, dotada com a mais recente tecnologia para poder desenvolver todo o processo de uma vacina, desde a produção do antigénio, ao processo de embalagem e liofilização, será capaz de produzir 84 milhões de vacinas anuais. Trata-se da primeira unidade industrial da empresa a ser construída fora de Espanha e tem 4.100 metros quadrados, acolhendo áreas técnicas, zona de produção, armazém e escritórios.

A transformação no setor têxtil nacional
Durante a manhã, o primeiro-ministro inaugurou igualmente a nova unidade da Têxteis J.F. Almeida, em Guimarães, uma empresa referência do setor que se mobilizou fortemente na produção de máscaras de proteção na fase mais crítica da pandemia, e que, de acordo com António Costa, “representa bem a transformação que está a ocorrer no setor têxtil nacional”. 

A Têxteis J. F. Almeida participa em duas Agendas Mobilizadoras PRR do setor têxtil: A TEXP@CT – Pacto de Inovação para a Digitalização do Têxtil e Vestuário (um investimento de 58 M€ que tem como principal objetivo a digitalização e promoção de avanços tecnológicos significativos no setor) e a GIATEX – Gestão Inteligente da Água na ITV (um investimento de 22.6 M€ que pretende desenvolver ferramentas para reduzir o consumo intensivo de água nos processos de enobrecimento têxtil e apoiar as empresas na decisão sobre o destino final a dar às águas utilizadas). 

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Fonte:
https://www.portugal.gov.pt/pt/gc23/comunicacao/noticia?i=primeiro-ministro-realca-a-enorme-vantagem-competitiva-do-alto-minho

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