O Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, referiu a importância do reforço dos sistemas de saúde pública e da cooperação global, acrescentando que «muito tem de ser feito» contra a pandemia de Covid-19.

Augusto Santos Silva falava na sessão de abertura da Conferência sobre Saúde Global, sob o tema «Reforçar o papel da UE na saúde global», que contou com as intervenções da Ministra da Saúde, Marta Temido, do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, do diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Ghebreyesus, e da vice-secretária-geral das Nações Unidas, Amina Mohammed.

Augusto Santos Silva afirmou também que é preciso conseguir recursos e sustentabilidade em assuntos ligados à Saúde, frisando que o assunto é «um dos maiores tópicos» da Presidência Portuguesa da União Europeia.

«Fizemos um grande esforço para distribuir vacinas. Nunca na história da humanidade as vacinas foram desenvolvidas tão depressa» disse, acrescentando que a Presidência Portuguesa da União Europeia tem uma agenda legislativa para as questões da saúde.

O Ministro relembrou que «o que fazemos na Europa é importante, mas o mais importante é o que fazemos no mundo» porque «só juntos podemos combater a pandemia», pelo que é importante «aumentar o acesso às vacinas» em todo o mundo, sobretudo em África.

Diplomacia da saúde é uma «necessidade compartilhada»

A Ministra da Saúde destacou que a diplomacia da saúde é uma «necessidade compartilhada», já que os desafios da saúde global «transcendem fronteiras

e também as clássicas divisões norte-sul, este-oeste, expondo as limitações das abordagens segmentadas».

Marta Temido referiu ainda a importância de «estratégias mais inclusivas, abrangentes e coordenadas para enfrentar os novos desafios» e, ao mesmo tempo, a importância da «solidariedade global» no combate às ameaças à saúde pública global.

«Nenhum Estado pode estar seguro até que todos estejam seguros» e, nesse sentido, «a UE esteve e continuará empenhada» no objetivo da solidariedade além-fronteiras, reforçando «a influência fortalecedora da União na saúde global e também na diplomacia da saúde», disse.

A Ministra salientou ainda o «compromisso claro» que a presidência portuguesa do Conselho da UE tem assumido no reforço do «multilateralismo eficaz», tendo em conta que a saúde atravessa várias áreas, como a «política externa», o «desenvolvimento», a «segurança», a «agricultura», o «meio ambiente» ou a «proteção civil».

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